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Além do Carioca, Flamengo ganha em variações de jogo e inteligência para o ano

Quarteto ofensivo teve variações e diversos desenhos ao longo do ano. Plano de Abel Braga é fazer rodízio no Brasileiro e pensar com inteligência na Libertadores.


Assim que chegou ao Flamengo, Abel Braga prometeu duas coisas: que deixaria o time mais direto e vertical, ao invés da equipe que ficava mais com a bola no ano passado, e que promoveria um rodízio no Brasileirão, aos moldes do último campeão. Quatro meses depois e Abel cumpre a promessa. O Flamengo dominou com tranquilidade a final do Carioca mostrando equipes mutantes, com variações e uso criativo de alguns jogadores.

Tudo só aconteceu porque o Flamengo respeitou o processo de construção da equipe. Não é porque Arrascaeta é a contratação mais cara do clube que ele chega jogando. Ou que o time vai decolar naquele jogo de Estadual numa quarta-feira. Times de futebol precisam de entrosamento, confiança e ideias. Nada disso acontece do dia para a noite, como um passe de mágica. Exige várias semanas de treinamento, acertos e erros - ninguém vence sem errar para aprender com o erro. Já pensou se a pilha inconsequente do #ForaAbel ganha corpo?

Pensando assim, por etapas, o Flamengo hoje é um time muito mais completo que em fevereiro. É também um time mutante, que parte sempre da mesma ideia e pode ter diversos desenhos no quarteto ofensivo e no meio-campo. Gabigol já não perde tantos gols assim, e pode jogar tanto pelo lado direito como centralizado. Bruno Henrique fez dois gols atuando na referência do 4-2-3-1. Éverton Ribeiro já jogou centralizado e saindo do lado direito.
Nos dez minutos finais do jogo contra o Vasco, uma nova variação. Com Ronaldo e Vitinho em campo, Abel mudou o Flamengo para um 4-3-3, com Diego na referência do ataque. O camisa 10 tinha a missão de ser o homem mais avançado do time sem a bola, "descansando" da marcação, com Vitinho e Éverton retornando pelos lados.

Quando a equipe atacava, Diego saía dessa faixa de campo e procurava a bola. Dialogou com os volantes, recebendo a bola e articulando as jogadas para a projeção em velocidade dos pontas. Uma formação que pode liberar Arão, autor de gol ontem e dono de um jogo invisível, mas fundamental para dar equilíbrio ao time. A vantagem de ter Diego assim é criar indecisão entre os zagueiros e volantes, permitindo que Vitinho (ou Arrascaeta, ou Bruno, ou Gabriel...) entrem em diagonal. É assim que nasce o segundo gol na partida.

Achava que tinha uns 92%, 95% do time titular. E hoje caiu um pouquinho, porque aconteceu uma surpresa muito boa. Na hora que coloquei Diego entre atacantes. Eu falei para o Leomir que ia botar ele para flutuar e dois caras rápidos para fazer a diagonal. Entrou o Vitinho de um lado e o Lincoln do outro. É mais um problema, arrumei outra dúvida. O tal do falso 9 é mais uma função que podemos usar - Abel Braga, na coletiva após o jogo

Variações de jogo atendem ao diagnóstico de Abel: Fla tinha qualidade, mas pouca inteligência em jogos grandes

Pensando apenas em Brasileirão, há uma derrota marcante para o Flamengo: o 2 a 0 do Vitória, no Rio, jogo que selou a saída de Zé Ricardo. Talvez pilhado por influencers, o técnico sacou Márcio Araújo e botou o time ideal do Twitter em campo: Willian Arão como volante, Diego e Éverton Ribeiro à frente e um trio formado por Everton, Felipe Vizeu e Geuvânio. Foi um desastre.
Não foi a primeira vez que o Fla falhava em jogos grandes. Abel sabia disso e procurou adicionais mais coisas ao modelo de jogo, como ser mais vertical e precisar menos da bola para chegar ao gol. Mas talvez o ponto crucial é inteligência de jogo. Entender os momentos de atacar e forçar o jogo perto da área rival, ou de recolher e deixar o adversário vir para aproveitar os espaços que se abrem nessas ocasiões.
O posicionamento de Diego como falso-nove é só mais um dentre o leque de opções que Abel vem pensando para o time. Arrascaeta, por exemplo, pode ser uma importante arma para puxar contra-ataques. Diego pode entrar contra equipes mais fechadas e fazer aquele time mais criativo, com Éverton Ribeiro saindo do lado. Variações para cada momento da partida. Inteligência para entender o momento do jogo e se adaptar. É sempre o melhor para o time, responsável pelo 35º título estadual do Flamengo.

Fonte: Globoesporte.com

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