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Análise: derrota para o Inter deixa claro que falta "malandragem" a um Flamengo para lá de irregular

Do cochilo no primeiro gol sofrido ao contra-ataque pós-empate no segundo, Rubro-Negro dá mostras de imaturidade e aumenta sequência de oscilação desde que parou com revezamento.


Seja na Libertadores ou no Campeonato Brasileiro, falta "malandragem" para esse badalado Flamengo versão 2019. A derrota por 2 a 1 para o Internacional na última quarta-feira, no Beira-Rio, deixou claro que o Rubro-Negro ainda precisa amadurecer para sonhar com coisas grandes na temporada. O atual campeão carioca vem cometendo erros primários que acabam custando caro em competições de mais pegada.

O próprio Abel Braga foi quem usou o termo "malandragem" na entrevista coletiva, reconhecendo a imaturidade do time em certos momentos. E não é sobre falhas técnicas, como passes errados e gols perdidos, por exemplo. Mas, sim, de leitura de jogo. No primeiro gol sofrido contra o Inter, o sistema defensivo cochilou, deu as costas para a bola e foi surpreendido com uma cobrança rápida de falta. E no segundo, após buscar o empate, foi atrás da virada e deu o contra-ataque, quando o Rubro-Negro é que poderia ter explorado isso.

A situação delicada na Libertadores tem a ver com isso. Na derrota para o Peñarol, o Fla não jogava bem e, mesmo depois de ter um jogador expulso, foi tentar vencer e perdeu o jogo, quando o empate já lhe deixaria em boa condição na chave. Diante do San José, o time goleou no Maracanã, mas tomou um sufoco desnecessário com um a mais no primeiro tempo por querer atacar "com todo mundo". E contra a LDU no Equador, precisava só de um empate e saiu na frente, mas tomou a virada com direito a outro cochilo: gol após chutão do campo de defesa.
É inegável a qualidade técnica desse Flamengo, que mesmo quando não joga bem está sempre fazendo gols. Os jogadores precisam entrar mais ligados, parar de deixar para acordar só no segundo tempo após a bronca do Abel no vestiário. E esse amadurecimento terá que ser rápido, já que na próxima quarta-feira será o jogo mais importante do ano até aqui: contra o Peñarol, no Uruguai. Basta um empate, e o Rubro-Negro, mais do que nunca, vai precisar ser "malandro".

Outras observações:

  • Irregular: há oito jogos que o time não para de oscilar, coincidentemente desde que parou o revezamento. Perdeu do Peñarol jogando mal; empatou com o Fluminense jogando bem; goleou o San José sem convencer; fez grande partida contra o Vasco no primeiro jogo da final; jogou para o gasto na partida de volta; voltou a decepcionar contra a LDU; teve atuação de destaque ao bater o Cruzeiro; e novamente caiu de rendimento diante do Inter;
  • Síndrome do primeiro tempo?Contra o Internacional no Beira-Rio, o Flamengo mais uma vez só acordou no segundo tempo. Já havia acontecido isso contra o Botafogo no Carioca, nos dois jogos diante do San José na Libertadores, e na estreia do Brasileiro contra o Cruzeiro. Mas, pela primeira vez, a reação na etapa final não foi suficiente;


  • Velha nova formação: coincidência ou não, o Flamengo melhorou no segundo tempo quando Gabigol voltou a ser centroavante, com Bruno Henrique na ponta esquerda, Everton Ribeiro na direita e Arrascaeta centralizado. Bruno esteve muito mal no jogo e não rendeu em lugar nenhum, mas Gabigol se mostrou mais à vontade de 9. Porém, Abel disse que foi uma opção pontual, e Bruno Henrique deve seguir como referência;
  • A velha bola aérea: mesmo com o grandalhão Rhodolfo, o Flamengo voltou a sofrer com a bola aérea. O time já estava há cinco jogos sem ser vazado pelo alto, mas levou gol de cabeça de Guerrero. Teve a desatenção na cobrança rápida de falta, é verdade, porém, o sistema defensivo rubro-negro não estava bem e viu Moledo e o próprio peruano levarem a melhor em chuveirinhos no segundo tempo.



O Flamengo dormiu em Porto Alegre e faz um treino só com os reservas na manhã desta quinta-feira, no CT do Grêmio, antes de retornar ao Rio de Janeiro. Na sexta, os jogadores se representam no Ninho do Urubu, e Abel Braga vai montar uma equipe alternativa para enfrentar o São Paulo no domingo, às 16h (de Brasília), no Morumbi. O foco total estará no jogo contra o Peñarol, na próxima quarta, em Montevidéu, às 21h30 (de Brasília), em duelo de vida ou morte na Libertadores.

Fonte: Globoesporte.com

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