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Ex-empresário de Cuéllar notifica extrajudicialmente volante e cobra multa por quebra de contrato de representação


Ernesto Roa exige ressarcimento no valor de U$S 225 mil (R$ 875 mil pela cotação atual) e mais 30% por juros e mora; advogado contratado pelo volante do Flamengo rebate acusação do agente

O empresário colombiano Ernesto Roa Garcia, que representava Cuéllar quando o volante se transferiu para o Flamengo, notificou o jogador extrajudicialmente, alegando quebra de contrato de representação. O agente exige que o atleta pague U$S 225 mil (R$ 875 mil pela cotação atual) e mais 30% por juros e mora.

Ernesto e Cuéllar firmaram compromisso de cinco anos em 14/01/2016, alguns dias antes de o volante ser comprado pelo Flamengo junto ao Deportivo Cali (estava emprestado ao Júnior Barranquilla). O documento foi assinado em punho pelo próprio jogador e também por Gustavo Manenti, sócio de Ernesto na Colômbia.

Ernesto Roa e seu sócio estão no Brasil para acompanhar a Copa América. Os dois, inclusive, estão hospedados num hotel na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, o mesmo em que a delegação do Flamengo costuma se concentrar. A reportagem se encontrou com os dois agentes, que confirmaram a ação extrajudicial, mas evitaram entrar em detalhes.

Cuéllar contratou o advogado Diogo Souza, amigo particular do atual agente do atleta, Gianfranco Petruzziello, para ser o seu representante no caso.

Em contato com a reportagem, Diogo Souza confirmou que Cuéllar foi notificado por Ernesto e garantiu que não terá acordo.

"Isso é uma notificação extrajudicial. Antes de entrar na Justiça, o advogado da outra parte envia uma notificação extrajudicial para tentar um acordo. Eu já respondi a notificação dizendo que o contrato de representação foi firmado de acordo com as normas da Fifa e, portanto, o prazo de duração pode ser até dois anos e não de cinco, como foi assinado. Ou seja, não vamos tentar acordo."

Perguntado sobre o motivo que fez Cuéllar assinar o contrato, mesmo ciente que o tempo ultrapassava o que a Fifa permite, Diogo Souza não quis responder.

"Desculpa, mas não vou te responder. Agora só falo no processo, caso tenha."

Com isso, a tendência é que nos próximos dias, Ernesto entre na Justiça e mova uma ação contra o volante Gustavo Cuéllar.

ENTENDA A HISTÓRIA DE CUÉLLAR COM OS EMPRESÁRIOS:

No dia 19 de janeiro de 2018, Cuéllar, então titular no time do Flamengo, enviou a Ernesto Roa uma mensagem, pelo Whatsapp, dizendo que se o empresário não conseguisse uma proposta do exterior até o fim do mês, ele romperia a relação de trabalho com o agente. Veja abaixo como foi a troca de mensagem:

"Ernesto, como falado várias vezes e para ser claro e transparente como sempre, eu queria ratificar e comunicar minha posição sobre nossa relação de emprego. Que se nada concreto chegar até o final da janela de transferência, dia 31/01, e não tiver situação para uma possível negociação, infelizmente vou dar acabada nossa relação de trabalho", disse Cuéllar.

Ernesto Roa respondeu:

"Parece que você não acredita na minha palavra e eu não sei por quê (alguém está enchendo a sua cabeça). O único que te tirou da Colômbia foi eu, ninguém poderia te tirar da Colômbia até que você fosse ao Flamengo. Agora eu estou repetindo para você muitas vezes que este mercado não é fácil assim."

A partir desta conversa, o relacionamento entre os dois foi ficando cada vez mais distante. A proposta que Cuéllar esperava não chegou, e o jogador rompeu com o empresário em março de 2018. Então, o volante foi ao mercado em busca de um novo agente para tomar conta da sua carreira.

Um dos empresários procurado por Cuéllar foi Gilmar Veloz, o mesmo que representa Tite. Com a autorização do atleta, Gilmar iniciou as negociações com o Flamengo por uma renovação de contrato do volante. Porém, durante esse período, o jogador assinou um documento, em abril de 2018, liberando o agente Augusto Castro a procurar propostas para o volante na Europa. O documento tinha validade até 31 de agosto.

Em contato com Augusto Castro, o agente não quis conceder entrevista e limitou-se a dizer:

"Ele é uma pessoa que eu gosto e tenho carinho pela esposa dele. É minha atividade buscar propostas por atletas. Nós tentamos algumas coisas que não deram certo na ocasião. Apenas isso."

Na imagem abaixo, divulgada pela Goal Sports, empresa de Augusto Castro, dá para ver Cuéllar sorrindo junto com os demais sócios.




A reportagem teve acesso ao documento assinado por Cuéllar, no dia 5 de abril de 2018, liberando a empresa de Augusto Castro a procurar ofertas no exterior. Veja abaixo algumas partes do contrato.




Em junho, mesmo liberando Augusto a procurar propostas (até 31 de agosto), Cuéllar, representado pelo escritório de Gilmar Veloz, acertou a sua renovação de contrato com o Flamengo até 2022. Entretanto, dias depois, o atleta ficou novamente sem um agente para representá-lo. E o filme se repetiu: em agosto, o jogador voltou a sentar com empresários.

Márcio Bittencourt, Magrão e Rafael Scheidt, na ocasião, se reuniram com o colombiano e ouviram pedidos de propostas. Os dois primeiros apareceram em uma foto postada (veja abaixo) nas redes sociais ao lado do jogador, que negou publicamente que gostaria de deixar o Rubro-Negro e ressaltou a vontade de "jogar para sempre no clube".




O que as partes falam?

A reportagem entrou em contato com os três empresários citados acima. Márcio explicou que o encontro serviu para apresentar Cuéllar a Magrão, que tem bom relacionamento com clubes na Árabia e estava atrás de um volante (tentou Rodrigo Dourado, mas o Internacional não aceitou). Rafael Scheidt confirmou que se reuniu com o jogador, mas não conseguiu ofertas à época. Magrão não atendeu as ligações.

Um dos dirigentes do Flamengo no ano passado, que participou das negociações de renovação de contrato de Cuéllar, foi procurado e pediu para não ser identificado, mas falou sobre o jogador.

"Houve um pequeno stress, mas contornamos com tranquilidade. Ele é um cara correto, mas andou se enrolando com empresários. O problema foi que ele estava com mais de um empresário. Depois resolveu."



Em setembro, Cuéllar se acertou com Gianfranco Petruzziello, que o representará até setembro deste ano (contrato de representação válido por um ano). O curioso é que o agente trabalha em parceria com a empresa estrangeira P&P Sport Management, que pertence aos empresários Umberto Rivas e Federico Pastorello.

No instagram da P&P Sport Management há uma foto repostada do perfil oficial de Cuéllar e com a seguinte legenda: "Imensa felicidade de poder realizar esse sonho". A publicação, inclusive, foi "curtida" por Gianfranco, que não respondeu à reportagem se a empresa europeia também representa o volante. Em contato com Umberto Rivas, um dos sócios, ele confirmou:

"Ele (Cuéllar) é representado pela nossa empresa, mas não por mim em particular e eu não sei detalhes sobre a situação dele (Cuéllar). Federico (Pastorello) tem um parceiro no Brasil".


A reportagem também questionou Cuéllar sobre a P&P Sport Management. Por mensagem pelo WhatsApp, o volante afirmou que o seu representante é Gianfranco, mas não respondeu se a empresa o agencia no exterior.
"Meu empresário é Gianfranco!"


FONTE  Venê Casagrande
Ter 18 Jun 2019
Victor Ribeiro 

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